quinta-feira, 19 de novembro de 2009

As inconsistências de argumentação dos criacionistas

       Eu posso discorrer com conhecimento de causa sobre as argumentações de um grupo que se auto-intitula de criacionista pois eu também sou criacionista, se por criacionista entender-se  aquele que acredita que Deus criou os céus que nós vemos,  o planeta Terra, e todos os seres vivos deste planeta, tanto plantas como animais.

       Em princípio, toda a argumentação dos criacionistas é verdadeira, convincente, até confortadora; científica, racional, sistemática, cheia de exemplos. É preciso esperar muito, pacientemente, até constatar algum deslize de lógica.  Quanto à constatação de erros, o contrário vale para os evolucionistas, cuja argumentação logo se mostra errada, especulativa, temerária, e diria até que  desesperada.

      Pontos críticos de argumentação dos criacionistas:

      Dizem que a vida não surgiu de elementos inanimados.  Exemplo do relógio e do relojoeiro. Se um relógio exige a existência de um relojoeiro que o tenha fabricado, então por que a existência de um ser vivo complexo, muito mais complexo do que um relógio, não exige um processo criador anterior, que lhe tenha dado causa?

       Alguns  ainda insistem que o universo tenha sido criado em seis dias terrestres.

      O conceito de Universo está mal entendido.  Assim como os evolucionistas, confundem o Universo real com a região criada por Deus e que na Bíblia aparece como “céus e terra”.  Confundem a parte com o todo.

      Concepção errada do surgimento do Universo. Aceitam a teoria da grande explosão, como boa explicação para o surgimento do Universo.   

      Acreditam que o Universo tem um início. Contrariam a concepção aristotélica, de um Universo sempre existente.

      A complexidade e a variedade das espécies animais e vegetais, além de bactérias e vírus, neste planeta,  dificilmente são explicadas por argumento de evolução por seleção natural com especiações e sobrevivência dos mais adaptados.  Houve muitas intervenções de Deus.  Mas, daí a negar categórica e  peremptoriamente a existência de evolução, especiação, vida a partir de elementos inanimados, não é racionalmente possível.  Se esses  fenômenos não foram tão importantes neste planeta, considerando-se a espontaneidade, mesmo porque feitos por intervenção divina,  não prova que não tenham existido no passado longínquo de modo espontâneo.

A teoria dos criacionistas é muito forte em relação ao objeto de estudo, ao contrário da teoria evolucionista que é muito fraca em relação ao objeto de estudo.  É como tentar matar uma mosca usando um canhão.

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