Eu posso discorrer com conhecimento de causa sobre as argumentações de um grupo que se auto-intitula de criacionista pois eu também sou criacionista, se por criacionista entender-se aquele que acredita que Deus criou os céus que nós vemos, o planeta Terra, e todos os seres vivos deste planeta, tanto plantas como animais.
Em princípio, toda a argumentação dos criacionistas é verdadeira, convincente, até confortadora; científica, racional, sistemática, cheia de exemplos. É preciso esperar muito, pacientemente, até constatar algum deslize de lógica. Quanto à constatação de erros, o contrário vale para os evolucionistas, cuja argumentação logo se mostra errada, especulativa, temerária, e diria até que desesperada.
Pontos críticos de argumentação dos criacionistas:
Dizem que a vida não surgiu de elementos inanimados. Exemplo do relógio e do relojoeiro. Se um relógio exige a existência de um relojoeiro que o tenha fabricado, então por que a existência de um ser vivo complexo, muito mais complexo do que um relógio, não exige um processo criador anterior, que lhe tenha dado causa?
Alguns ainda insistem que o universo tenha sido criado em seis dias terrestres.
O conceito de Universo está mal entendido. Assim como os evolucionistas, confundem o Universo real com a região criada por Deus e que na Bíblia aparece como “céus e terra”. Confundem a parte com o todo.
Concepção errada do surgimento do Universo. Aceitam a teoria da grande explosão, como boa explicação para o surgimento do Universo.
Acreditam que o Universo tem um início. Contrariam a concepção aristotélica, de um Universo sempre existente.
A complexidade e a variedade das espécies animais e vegetais, além de bactérias e vírus, neste planeta, dificilmente são explicadas por argumento de evolução por seleção natural com especiações e sobrevivência dos mais adaptados. Houve muitas intervenções de Deus. Mas, daí a negar categórica e peremptoriamente a existência de evolução, especiação, vida a partir de elementos inanimados, não é racionalmente possível. Se esses fenômenos não foram tão importantes neste planeta, considerando-se a espontaneidade, mesmo porque feitos por intervenção divina, não prova que não tenham existido no passado longínquo de modo espontâneo.
A teoria dos criacionistas é muito forte em relação ao objeto de estudo, ao contrário da teoria evolucionista que é muito fraca em relação ao objeto de estudo. É como tentar matar uma mosca usando um canhão.

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